E El Rey, mui a contragosto, reconheceu a independência do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.23927/revihgb.v.187.n.500.2026.310Abstract
O texto interpreta a independência do Brasil como um processo longo e essencialmente diplomático, cujo desfecho foi o reconhecimento formal da separação entre Brasil e Portugal por D. João VI, em 29 de agosto de 1825. Em vez de um ato súbito, a emancipação aparece como resultado de uma lenta recomposição política, marcada pela presença de D. João no Brasil, pelas pressões liberais em Portugal e pela impossibilidade de sustentar o antigo projeto de um Reino Unido luso-brasileiro. Ao longo da narrativa, ganham destaque as negociações conduzidas por diplomatas brasileiros e portugueses, com participação decisiva da Inglaterra. O texto mostra como interesses dinásticos, comerciais e geopolíticos se entrelaçaram até produzir um acordo final carregado de concessões, mas decisivo para a consolidação da autonomia brasileira. Assim, a independência surge menos como ruptura instantânea e mais como obra paciente da diplomacia.
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