LYGIA DA FONSECA FERNANDES DA CUNHA: O PIONEIRISMO FEMININO ALCANÇA A DIREÇÃO DA BIBLIOTECA DO IHGB
DOI:
https://doi.org/10.23927/revihgb.v.187.n.500.2026.291Palavras-chave:
Lygia da Fonseca Fernandes da Cunha;, História das Mulheres; , Biblioteca do IHGB; , Revista do IHGB, História Institucional.Resumo
O breve estudo biográfico apresentado neste artigo, em que a fronteira entre os campos da história e da memória se mostra indefinida, analisa o percurso intelectual e profissional da bibliotecária e museóloga Lygia da Fonseca Fernandes da Cunha (1922-2006), revisitando os primeiros anos de formação em instituições de ensino na cidade do Rio de Janeiro até sua consagração, na maturidade, como referência destacada na área da iconografia histórica brasileira. O estudo evidencia a agência de Lygia da Cunha, primeira mulher a ocupar o cargo de Diretora da Biblioteca do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), bem como suas contribuições à história institucional da entidade, em especial por meio da publicação de ensaios autorais na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (RIHGB). A partir da investigação de um corpus documental formado por manuscritos originais do Fundo Lygia da Cunha, custodiado pelo Arquivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e por fontes bibliográficas de referência, o texto reconstrói os caminhos formativos de Lygia da Cunha, enfatizando o seu protagonismo pioneiro como mediadora cultural nos campos da Biblioteconomia, História da Gravura, História da Arte e Museologia. Ao abordar encadeamentos possíveis entre movimentos de emancipação feminina, pesquisa histórica e mediação do patrimônio bibliográfico e documental, a presente análise qualitativa lança luz sobre a representatividade simbólica de Lygia da Fonseca Fernandes da Cunha na ampliação da presença feminina no IHGB e em espaços de guarda, produção e divulgação do saber histórico, cultural e científico no Brasil do século XX.
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