“Um tributo à memória de meu pai”
as interpretações de Emílio Joaquim da Silva Maia sobre a história do Brasil a fim de recuperar a memória de seu pai Joaquim José da Silva Maia no século XIX
DOI:
https://doi.org/10.23927/issn.2526-1347.RIHGB.2022(488):151-180Palavras-chave:
IHGB, Política, Memória, HistoriografiaResumo
A proposta neste artigo é analisar as interpretações de Emílio Joaquim da Silva Maia (1808-1859), médico, naturalista e um dos sócios fundadores do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, sobre os principais acontecimentos que marcaram a história do Brasil e de Portugal. Sem ocultar suas intenções quanto ao pagamento de um tributo à memória de seu pai Joaquim José da Silva Maia (1776-1831), Emílio Maia não só editou e publicou os escritos póstumos dele na década de 1840 como se empenhou em registrar sua própria versão dos acontecimentos relativos à Independência do Brasil. Na década de 1850, Emílio Maia produziu um conjunto de escritos denominado Estudos históricos sobre Portugal e Brasil, com o objetivo de recuperar o legado deixado pelo pai que havia sido esquecido e suplantado pela memória e pela escrita da história que se cristalizou sobre a nação brasileira subsequente à separação. Neste artigo, pretendemos articular as atuações e as trajetórias do pai e do filho, considerando a dinâmica entre a lembrança e o esquecimento e seus desdobramentos políticos.
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