O surgimento do conceito de estatística no contexto do primeiro recenseamento do território do Brasil (1851-1872)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.23927/revihgb.v.186.n.498.2025.166

Palavras-chave:

História da Ciência, História da Estatística, Contagem Populacional, Censo de 1872, Censo Imperial

Resumo

Programado para ocorrer em 1852, conforme a previsão do Decreto nº 797, de 18 de junho de 1851, e suspenso em razão de uma série de contingências sociais relacionadas às chamadas “Revoltas do Registro”, o primeiro recenseamento geral do território do Brasil passou por um hiato de vinte anos até sua efetiva realização em 1º de agosto de 1872. Dentro dessa janela temporal, a hipótese a ser verificada é de que uma nova ideia de estatística permeou o projeto de recenseamento.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Bruna de Alencar Carvalho, UFBA - Universidade Federal da Bahia

    Graduada em Direito (UNEB). Especialista em Direito Econômico e Desenvolvimento (USP). Mestre em História da Ciência (PUC/SP). Doutoranda em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA). Bolsista CNPq.

  • Ana Maria Alfonso-Goldfarb, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP

    Doutora em História da Ciência (USP). Coordenadora do Centro Simão Mathias de Estudos em História da Ciência (CESIMA). Vice-coordenadora do Lumen, Núcleo de Humanidades para Ciência e Tecnologia da Fundação São Paulo. Honorary Research Fellow do University College London. Professora do Programa de Pós-Graduação em História da Ciência (PUC/SP).

Referências

AMORIM, Celso. Apresentação. In: MENDONÇA, Renato. Um diplomata na Côrte de Inglaterra: o Barão de Penedo e sua época. Brasília: Senado Federal, 2006.

BETHELL, Leslie. O Brasil da Independência a meados do século XIX. In: BETHELL, Leslie (org.). História da América Latina: da Independência a 1870. São Paulo: EDUSP, 2018. p. 695-769.

CAMARGO, Alexandre de Paiva Rio. O censo de 1872 e a utopia estatística do Brasil Imperial. História Unisinos, São Leopoldo, v. 22, n. 3, p. 414-428, 2018. DOI: https://doi.org/10.4013/htu.2018.223.07

CAMARGO, Alexandre de Paiva Rio. A construção da medida comum: estatística e política de população no Império e na Primeira República. 2016. Tese (Doutorado em Sociologia) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016.

CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem e teatro de sombras. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2020.

CASTANHEIRA, Maria Zulmira. Exílio e escrita de viagem ao tempo do liberalismo. Revista de Estudos Anglo-Portugueses, Lisboa, n. 29, p. 183-215, 2020.

CHALHOUB, Sidney. População e sociedade. In: SCHWARCZ, Lilia Moritz (org.). A construção nacional: 1830-1889. São Paulo: Objetiva, 2012. v. 2. p. 000-000.

DE SOUZA, Arthur Danillo Castelo Branco. De cativeiro a cativeiro: práticas ilegais do tráfico interprovincial de escravos em Pernambuco (1850-1880). Clio: Revista de Pesquisa Histórica, Recife, v. 37, n. 2, p. 96-114, 2019. DOI: https://doi.org/10.22264/clio.issn2525-5649.2019.37.2.19

DIAS, Maria Odila Leite da Silva. A interiorização da metrópole e outros estudos. São Paulo: Alameda Editorial, 2005.

FERREIRA DE OLIVEIRA, Maria Luiza. O ronco da abelha: resistência popular e conflito na consolidação do Estado nacional, 1851-1852. Almanack Braziliense, n. 1, p. 120-127, 2005. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.1808-8139.v0i1p120-127

MARCÍLIO, Maria Luiza. Os registros paroquiais e a história do Brasil. Varia História, Belo Horizonte, v. 31, p. 13-20, 2004.

MAGRI, Dirceu. De Almanach a Almanak: um olhar sobre dois importantes almanaques. Convergência Lusíada, Rio de Janeiro, n. 46, v. 32, p. 230-258, 2021. DOI: https://doi.org/10.37508/rcl.2021.n46a468

MORICI, Riccardo Vanni. Os diagramas da demanda de Alfred Marshall e a estatística. 2019. Tese (Doutorado em História da Ciência) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2019.

SANTOS, Júlio Cesar Paixão. A circulação de ideias de estatística no Segundo Reinado: periodismo, discurso científico e ciência biomédica no Rio de Janeiro (c. 1840-1870). 2017. Tese (Doutorado em História das Ciências e da Saúde) – Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2017.

SENRA, Nelson. História das estatísticas brasileiras: estatísticas desejadas (1822 – c. 1889). Rio de Janeiro: IBGE, 2006. v. 1.

SOARES, Luiz Carlos. Sebastião Ferreira Soares e a introdução da ciência estatística no Brasil do século XIX. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, n. 467, p. 149-182, 2015.

VARELA, Alex Gonçalves. Um manuscrito inédito do naturalista e político Martim Francisco Ribeiro de Andrada. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 14, n. 4, p. 973-990, 2007. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-59702007000300015

Documentos legais e fontes primárias

ALFÂNDEGA DO RIO DE JANEIRO. Collecção de Mappas Estatisticos do Commercio e Navegação do Imperio do Brasil no anno financeiro de 1841-1842. Memória Estatística do Brasil. Biblioteca do Ministério da Fazenda do Rio de Janeiro. Disponível em: http://memoria.org.br/pub/meb000000383/00001/00001001.pdf. Acesso em: 10 out. 2022.

BRASIL. Decreto n. 797, de 18 de junho de 1851.

BRASIL. Decreto n. 907, de 29 de janeiro de 1852.

BRASIL. Decreto n. 4.676, de 14 de janeiro de 1871.

BRASIL. Decreto n. 4.856, de 30 de dezembro de 1871.

BRASIL. Lei n. 1.507, de 26 de setembro de 1867.

BRASIL. Lei n. 1.829, de 9 de setembro de 1870.

FERREIRA SOARES. Elementos de Estatistica: comprehendo a theoria da sciencia e a sua applicação à estatistica commercial do Brasil. Rio de Janeiro: Typographia Nacional, 1865.

HAMMARCK, James T. Report to the Statistical Society on the proceedings of the Fourth Session of the International Statistical Congress, 1-21. London, July, 1860/1861. Disponível em: https://doi.org/10.2307/2338408. Acesso em: 22 out. 2022. DOI: https://doi.org/10.2307/2338408

LAGO, Antonio Bernardino Pereira do. Estatistica historica-geografica da provincia do Maranhão: oferecida ao soberano congresso das cortes geraes, extraordinarias, e constituintes da monarchia portugueza. Lisboa: Typographia da Academia Real das Sciencias, 1822. Disponível em: http://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasraras/bndigital0528/bndigital0528.pdf. Acesso em: 22 out. 2022.

Downloads

Publicado

2025-09-01

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

DE ALENCAR CARVALHO, Bruna Di Fátima; ALFONSO-GOLDFARB, Ana Maria. O surgimento do conceito de estatística no contexto do primeiro recenseamento do território do Brasil (1851-1872). Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 186, n. 498, 2025. DOI: 10.23927/revihgb.v.186.n.498.2025.166. Disponível em: https://rihgb.emnuvens.com.br/revista/article/view/166. Acesso em: 21 abr. 2026.

Artigos Semelhantes

1-10 de 179

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.