Doença, saúde e transformações urbanas: a “vocação sanatorial” de São José dos Campos na década de 1930
DOI:
https://doi.org/10.23927/revihgb.v.187.n.501.2026.246Palavras-chave:
São José dos Campos, Urbanização, Tuberculose, Fase sanatorial, História da populaçãoResumo
O artigo discute o início do processo de urbanização e industrialização do município de São José dos Campos (SP) na década de 1930, à luz do contexto histórico da criação do discurso de “vocação sanatorial” da cidade. A partir da conjuntura econômica regional do Vale do Paraíba no início do século XX, discute-se como esta municipalidade investiu na atração de pessoas acometidas pela tuberculose para viabilizar a “modernização” de sua forma urbana e a dinamização da economia local. São apresentados dados relacionados a origem e trabalho dos migrantes, ao perfil de mortalidade do município e à composição da população economicamente ativa, e também um material cartográfico contendo a localização dos sanatórios sediados na cidade. Os resultados mostram que a cidade atraía migrantes de diversas partes do Brasil e também de outros países, e que estes possuíam maior taxa de alfabetização que a população local. A atração destas pessoas acometidas pela doença resultou em uma migração de óbitos, desdobrando-se na obtenção de empréstimos do governo estadual para custear obras de urbanização e na mudança do perfil de profissões desempenhadas na cidade.
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